• Theo Stoo

Como participar da Economia Colaborativa?

Atualizado: 28 de Ago de 2018

Como Maria Antonia de Souza truvimos nas publicações sobre a Era da Economia Colaborativa e Economia Colaborativa no dia a dia, este modelo veio para ficar, e justamente por isto é importante entender como aplicá-lo na sua rotina e na sua empresa. Nele não temos mais aqueles 4 P's tradicionais do marketing (Preço, Praça, Produto e Promoção), eles mudaram e se adaptaram e são agora os 4 C'S: cocriação (co-criation), moeda (currency), ativação comunitária (communal activation) e conversa (conversation).


No more 4 P's


Vemos hoje uma maior participação do cliente em todos os processos empresariais, como na cocriação, uma nova estratégia para o desenvolvimento de produtos. Com um envolvimento do público desde cedo no estágio de concepção, é possível que eles influenciem a customização e personalização de produtos e serviços, aumentando significativamente o valor final percebido.


Ao idealizar uma empresa, ou até ao procurar reestruturar a sua, você deve pensar no problema ela ira resolver, como falamos em nosso desafio dos 21 dias. Mas, este problema somente será relevante se realmente for validado pelo seu cliente. Converse com ele e o inclua na hora de pensar em seu produto/serviço. Este relacionamento deve ser muito bem pensado.


Não somente isso: a moeda já é outra, na hora de precificar você deve prever que nesta Era passamos de algo padronizado para algo mais dinâmico, onde a demanda do mercado e a capacidade de utilização são as que estabelecem os valores. A precificação dinâmica permite que as empresas otimizem a rentabilidade ao cobrar de clientes distintos, de maneiras diferentes, com base no padrão do histórico de compras, na proximidade das lojas físicas e em outros aspectos do perfil dos clientes.



O canal também foi repensado. Como é possível ler em nossa publicação sobre a Economia no dia a dia, muitas empresas como Airbnb e Uber utilizam o que chamamos de ativação comunitária, onde a distribuição ponto a ponto é a mais forte. Nesta Era, os clientes exigem acesso quase instantâneo, e isto é somente viável se outras pessoas estiverem bem próximas, ou seja, acesso fácil e rápido a produtos e serviços.


Já a promoção, a maneira como as empresas se comunicam com seu público, sempre foi unilateral. Porém, nesta Era que é digital, o cliente é o foco da conversa. Agora ele tem a possibilidade de avaliar o que sua companhia faz, vende e oferece, mesmo sem ter adquirido qualquer um de seus produtos e serviços. Entender que ele possui o poder agora nos demonstra que um bom atendimento e uma comunicação que os englobe é essencial neste novo modelo.


Como implementar a Economia Colaborativa no meu negócio?


Você não precisa mudar drasticamente a sua empresa para se adaptar a esta nova Era. Pequenas mudanças podem dar conta do recado. Leve em consideração os 4 C's e as dicas a seguir.


Estrutura horizontal


As modificações não devem se dar somente no exterior da empresa, mas também em sua estrutura. Diferente daquelas verticais, uma empresa que opta por ter um senso de colaboração deve começar com equipes horizontais, sem ter a necessidade de um superior que acompanhe e cuide de todos os setores da instituição. Os cargos não devem ter tanta importância e a gerência deve ser diluída em equipes que juntas irão encontrar soluções para o negócio. Os problemas a serem resolvidos precisam estar bem definidos, como por exemplo em metas de curto prazo. Projetos com duração muito longa devem ser evitados.


O propósito em comum de toda a empresa deve estar bem claro para todos e a ideia de colaboração deve ser valorizada. É interessante, por exemplo, criar programas de ideias e de inovação para desenvolvimento de soluções, onde o funcionário não somente pensa no negócio mas também na sociedade. Assim, fica ainda mais fácil levar essa ideia para os projetos internos e possibilita criar um ambiente mais criativo e acolhedor.


É interessante ter times com recursos diferentes para gerar respostas diferentes, quando uma empresa se preocupa em ouvir os distintos pontos de vista a respeito de um problema e os considera em uma importante tomada de decisão, isso tende a fazer com que ela gere soluções mais inovadoras e até crie novos produtos e serviços diferentes daqueles já disponíveis no mercado. Pois, ao lidar com as opiniões de profissionais de diferentes áreas, as decisões acabam vindo de mais de um ponto de vista.


Deixe o capitalismo para trás


Ok, é meio que impossível ignorar o sistema econômico vigente, e não digo para que faça isso. Porém, o modelo de uma comunidade colaborativa dever ser baseado em recursos e tecnologia, não dinheiro. Todos colaboram para que todos tenham sanado seus problemas. Por isto devemos buscar formas de lidar com o dinheiro de uma maneira mais leve, trabalhar em algo que acreditamos, fazer voluntariados e propagar boas ideias. A partir do momento que as pessoas estão focadas em resolver os problemas da humanidade e não há dinheiro envolvido, podemos ter respostas para os problemas mais urgentes da sociedade. E assim, usar este potencial para desenvolver tecnologias e fazer uso dos recursos de forma consciente.


O Design Thinking é seu amigo


Pra quem ainda não sabe, nossa idealizadora, Maria possui uma formação nesta área. E segundo ela, o Design Thinking "é uma abordagem centrada no ser humano que busca soluções para problemas complexos".


Esta abordagem pode te ajudar a criar uma estrutura colaborativa. Nela, tanto o entendimento de um problema quanto a formulação de possíveis soluções devem vir das equipes, que juntas irão imergir, analisar, idealizar e, finalmente, prototipar. Falaremos mais a frente sobre este modelo, então fica ligado.

Para pegar carona nos novos caminhos que as forças de mercado vêm traçando, as empresas devem repensar seus modelos de negócios. Ao fazê-lo, elas vão evoluir ao lado de seus clientes. O grande aprendizado para as empresas é que o relacionamento com os clientes mudou, é hora de libertar a empresa para ganhar o mercado.



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